Uma mudança silenciosa está chegando ao crédito B2B: a Duplicata Escritural! Mas ainda existe muitas dúvidas em relação a ela. Neste artigo, vamos contar essa história do começo: o que é uma duplicata e quem usa, por que o Brasil migra para a versão escritural, os impactos e benefícios práticos, quem são os atores do ecossistema e, por fim, quais são os desafios de adaptação para as empresas impactadas.
O que é uma duplicata — e quem usa
A duplicata é o título que nasce de uma venda a prazo de mercadoria/serviço. Na prática, o sacador (fornecedor) emite o título com base na fatura ou nota fiscal; o sacado (comprador) é quem paga na data combinada; e agentes financiadores (bancos, FIDCs etc.) usam a duplicata como garantia para viabilizar crédito/antecipação. Esse triângulo (sacador–sacado–financiador) sustenta boa parte do capital de giro do B2B brasileiro.
Por décadas, isso tem funcionado em grande parte com documentos físicos (ou arquivos pouco padronizados) e processos manuais — o que trazia alto risco de fraude, dificuldade de verificação e baixa unicidade. O impacto disso é que menos de 1/3 do potencial desse ativo virava crédito efetivo para empresas.
Por que a mudança para a duplicata escritural
A versão escritural é, em essência, a duplicata 100% digital e registrada em uma registradora autorizada pelo Banco Central (BCB). O objetivo regulatório é claro: mitigar risco sistêmico, padronizar dados, garantir unicidade/existência dos títulos e assegurar a liquidação no “domicílio certo” — criando uma infraestrutura confiável para crédito com recebíveis.
Em termos de política pública, o Banco Central e o CMN migram o mercado para a escritural por fases: as instituições financeiras passam a operar exclusivamente com duplicatas escriturais; fornecedores que usam múltiplos canais convergem ao novo modelo; e o restante do ecossistema segue a mesma direção. Há faseamento por porte de empresa e etapas técnicas de interoperabilidade antes do pleno funcionamento.
O que muda na prática
O principal objetivo da nova norma é trazer mais eficiência econômica e acesso à crédito para empresas de diferentes tamanhos. Com o novo formato, empresas antecipam recebíveis com mais agilidade e menor custo, compradores (sacados) ganham segurança e organização financeira e financiadores operam com garantias mais robustas e dados melhores.

O mercado tende a ganhar liquidez, como já aconteceu com recebíveis de cartão após a digitalização, trazendo crescimento e maior acesso para todo o ecossistema.
Quem são os atores desse ecossistema — e o papel de cada um
Banco Central / CMN
Definem a regulação e o cronograma de migração; estabelecem padrões de segurança, interoperabilidade e governança de dados.
Registradoras de recebíveis (ex.: CERC)
Administram o ciclo de vida do título: emissão/registro a pedido do sacador, controle de titularidade e beneficiários, notificações ao sacado, monitoramento de pagamentos, extratos e domicílio certo (liquidação correta).
Sacador (fornecedor)
Emite a fatura/nota, solicita a escrituração e pode ceder/antecipar; com a escritural, passa a ter governança e rastreabilidade melhor.
Sacado (comprador)
É notificado pela registradora e pode manifestar: tem até 10 dias para recusar (com justificativa) e até 15 dias para aceitar; a ausência de manifestação pode caracterizar aceite presumido, conforme regras.
Financiadores
Operam crédito com menor risco de fraude/duplicidade, melhor visão de dados e garantias padronizadas, o que incentiva a competição e reduz custo do capital.
Os impactos positivos e os desafios de adaptação
A boa notícia: com a escritural, fraude e duplicidade caem, a liquidação fica organizada (domicílio) e o crédito tende a fluir. É um salto de modernização de infraestrutura e não apenas “mais uma obrigação”.
O lado difícil: a adaptação é operacional — e passa dentro do seu ERP. Não basta “cumprir a regra no jurídico”; é preciso gerar/consumir eventos, enriquecer dados, notificar, registrar, conciliar, lidar com manifestações e exceções, e obedecer ao domicílio certo. Em volume alto, planilhas e integrações paralelas se tornam gargalos de risco e custo.
A adaptação dá trabalho em quatro frentes principais: (1) dados e cadastros no ERP completos e consistentes para registro, unicidade e reconciliação; (2) eventos e integrações via APIs com a registradora (emissão, registro, aceite/recusa, cancelamentos, ajustes e, sobretudo, domicílio de pagamento); (3) governança e auditoria com logs e gestão de exceções acessíveis a Finanças, TI e Compliance; (4) escala: em alto volume, planilhas e operações manuais tendem a elevar o risco e o custo.
Em outras palavras: o ERP deixa de só “emitir título” e passa a orquestrar um ciclo digital regulado e as empresas que não se adaptarem a tempo podem ter dificuldade para antecipar recebíveis no novo modelo.
Gestor Escritural da Revvo: a primeira solução 100% nativa SAP para a Duplicata Escritural
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Na prática, o Gestor Escritural Revvo substitui projetos caros e complexos, automatiza a escrituração, faz a conexão direta às registradoras e centraliza a governança — manifestações, eventos críticos, domicílio certo e trilhas de auditoria — sem travar o seu ERP.
Minha empresa está preparada?
A duplicata escritural leva o processo para o digital: o título nasce no ERP, é registrado na registradora, o sacado se manifesta eletronicamente e a liquidação ocorre no domicílio correto — tudo rastreável e auditável. O efeito é direto: menos fraude e retrabalho, dados confiáveis, previsibilidade de caixa e mais acesso a crédito para toda a cadeia.
Para se adaptar sem fricção, três frentes despontam como desafios:
- Dados no ERP prontos para registro (unicidade/existência) e reconciliação.
- Integração por APIs com a registradora para emissão, registro, manifestações e domicílio.
- Governança operacional (logs, exceções, auditoria) validada em piloto com volume real.
O Gestor Escritural Revvo encurta esse caminho no SAP e em demais ERPs: automatiza a escrituração, integra diretamente às registradoras e concentra a governança (manifestações, domicílio, auditoria) com implantação rápida e custo previsível. Sua empresa está preparada para a nova norma? Agende um diagnóstico e conheça como a Revvo pode te ajudar. Fale conosco!